
Por Redação | Julho de 2025
Após quase quatro anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil entra em uma nova etapa política e social. Com a saída iminente de Lula do poder, o país vive um momento de grande incerteza e instabilidade. Comércios fechando, desemprego persistente, perda de poder de compra e desconfiança generalizada são apenas alguns dos sintomas visíveis de um país que, segundo muitos analistas, está "quebrado".
Mas o que, de fato, aconteceu com o Brasil durante o mandato de Lula entre 2023 e 2026? O que o futuro reserva agora que seu governo está chegando ao fim? A seguir, uma análise completa da realidade nacional.
Durante a campanha, Lula prometeu retomada do emprego e crescimento inclusivo. No entanto, os dados mostram que a geração de empregos formais desacelerou bruscamente entre 2023 e 2025. A combinação de incerteza econômica, alta de juros para conter a inflação, aumento de impostos sobre empresas e excesso de regulamentações desestimulou o setor produtivo.
Empresários de pequeno e médio porte reclamam da falta de incentivo para contratar, e muitos fecharam as portas diante da queda do consumo interno. O resultado? Milhões de brasileiros voltaram para o mercado informal ou ficaram completamente fora dele.
"A burocracia aumentou, a carga tributária é sufocante, e o consumidor não tem dinheiro. É impossível manter o negócio aberto", diz Jorge Almeida, ex-dono de uma loja de roupas em Belo Horizonte.
Um dos maiores dramas vividos pela população nos últimos anos foi a perda do poder de compra. Os salários não acompanharam a inflação acumulada, e itens básicos como arroz, feijão, carne e combustível pesaram no bolso do trabalhador. Mesmo com o reajuste do salário mínimo, a inflação de alimentos e tarifas básicas neutralizou qualquer ganho real.
Entre 2023 e 2025, o real se desvalorizou em relação ao dólar, encarecendo produtos importados e aumentando os custos da indústria. O aumento nos combustíveis também teve impacto direto no transporte, na logística e, por consequência, em todos os preços.
Nas principais cidades do Brasil, a cena se repetiu: lojas com placas de “aluga-se”, shoppings esvaziados e ruas comerciais com pouco movimento. A falta de crédito, o aumento do custo de manutenção de um negócio e a queda no consumo interno foram fatores que levaram milhares de empresas à falência.
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio, mais de 120 mil pequenos estabelecimentos fecharam entre 2023 e 2025, o maior índice desde a pandemia. Muitos comerciantes culpam a gestão econômica do governo, apontando incertezas fiscais, lentidão nas reformas e falta de diálogo com o setor produtivo.
Enquanto a economia patinava, o governo Lula tentou manter e ampliar programas sociais, como o Bolsa Família e o Desenrola Brasil. Embora essas medidas tenham ajudado famílias em situação de vulnerabilidade, houve críticas quanto à forma como foram financiadas.
O aumento de gastos sem contrapartida fiscal elevou o déficit público e reduziu a confiança do mercado. Além disso, muitos especialistas afirmam que o foco excessivo em transferências diretas de renda criou uma dependência do Estado, sem gerar meios de inclusão produtiva real.
“É como dar o peixe sem ensinar a pescar. O povo quer dignidade, trabalho e autonomia, não esmola”, comentou a socióloga Ana Paula Mendes, da Universidade Federal de Goiás.
Durante o governo Lula, o Brasil perdeu posições em rankings internacionais de competitividade e atratividade para investimentos. A instabilidade jurídica, discursos ambíguos sobre o papel do Estado e recuos em privatizações geraram desconfiança tanto em investidores locais quanto estrangeiros.
O agronegócio, setor que vinha crescendo a passos largos, também começou a sofrer com tensões diplomáticas e barreiras ambientais impostas sem planejamento técnico. O resultado foi uma desaceleração até mesmo nos setores mais resilientes da economia.
Lula sai do poder com uma base social fiel, mas também com grande rejeição por parte da classe média, empresários e analistas econômicos. Seu legado é contraditório: de um lado, a manutenção de políticas sociais; do outro, uma economia fragilizada, altos níveis de endividamento público e crescimento travado.
O próximo governo terá um enorme desafio: reconstruir a confiança fiscal, incentivar o setor produtivo, controlar a inflação, gerar empregos reais e cortar gastos sem desamparar os mais pobres.
O Brasil, após a saída de Lula, está em um momento crítico. A economia está fragilizada, o tecido social está tensionado e a população sente no bolso os efeitos de anos de políticas mal coordenadas. O próximo líder terá de tomar decisões duras, equilibrando responsabilidade fiscal com sensibilidade social.
A reconstrução será lenta, mas possível — se houver coragem política, diálogo com todos os setores e foco em resultados concretos.